Inesperado

Há momentos na vida que nos surpreendem verdadeiramente e nos deixam perplexos. Vivi recentemente um desses. Uma grande amiga e confidente, a São Maia, deixou-nos e como a semente que lançada à terra se transforma, também ela junto de Deus levou o Céu a fazer festa.

Grande amiga – irmã poderia também dizer – porque na sua simplicidade e inteligência emocional sabia estar com cada pessoa e amá-la verdadeiramente. Não esqueço a alegria que ela e o Zé (seu esposo) me deram no dia do meu aniversário com a sua inesperada presença. Recordo com emoção esse momento. Uma alegria inesperada.

Confidente porque a ela (e ao esposo) confiámos, como família, os nossos sentimentos mais íntimos em relação ao que se passa connosco e à nossa volta. Confiámos quantas indecisões, para com eles fazermos uma experiência de luz que provém apenas da presença forte de Jesus no meio de nós.

Mas não sei o que possui maior perplexidade neste universo.

Se a vida. Ou a morte.

Conhecendo a São diria a vida, mas ela deixou-me perplexo com a sua morte. Os mundos da cultura e da família têm uma estrela brilhante no céu.

O inesperado.

A surpresa.

Deus.

Onde está Deus?

Há quem se pergunte neste momento, ou diga mesmo,

  • “Como pode Deus permitir isto?”
  • “Deus levou-a…”

Desculpem, mas tudo isso são incríveis disparates. Não há maior certeza do que a presença de Deus no mais íntimo daquele que parte.

Deus não permite, o mundo é que se revela a nós como limitado e a morte faz parte da nossa vida.

Deus não leva porque quem está junto d’Ele em vida permanece n’Ele na passagem que a morte é.

Porém, quando pessoas que são pilares da nossa vida partem, o que quererá Deus dizer com momentos destes?

A palavra que me ocorre é fragilidade.

A nossa vida está tecida com o fio frágil da nossa limitação material.

Mas o que surpreende também é perceber como Deus manifesta a sua Criatividade e Amor ao colocar no nosso caminho gigantes de humanidade como a humilde São Maia.

Todas as palavras sabem a pouco para aquilo que o coração gostaria de dizer.

Resta-me apenas uma coisa.

Fazer memória no silêncio, como Maria…

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s