Lidar com a rejeição

Alguma vez foste rejeitado? Como lidaste com isso?

Há pouco tempo deparei-me com uma situação que considero de rejeição. Mas antes de a partilhar parece-me importante dizer que a rejeição não é má, nós é que temos dificuldade em lidar com ela.

Este Verão decidi lançar e re-lançar alguns livros e um dos modos de poder chegar a mais pessoas e criar um grupo de leitores foi oferecer exemplares em troca de um contacto de e-mail. Aqueles que aderiram a esta iniciativa sabem que eu não faço uso desse contacto para enviar muitos e-mails e tornar-me um spam. Porém, nos últimos dias ouvi algumas pessoas que me diziam

  • “Epá, ainda não consegui ler o teu livro.”

Hum… Confesso que se não mo tivessem dito, também não me teria lembrado de que lhes tinha oferecido um exemplar do eBook, mas com isso – de facto – fiquei a saber que não leram. A experiência que fiz do esquecimento foi de um certo desinteresse (pensamento que pode ser injusto, admito) e isso leva a uma impressão (que pode ser errada, admito) de ser rejeitado.

… bom, agora penso que tu, que lês este post, podes ser um dos tais que recebeu o livro e não leu, ou então leu e não gostou, mas por delicadeza não quis dizer.

Sabes, tudo bem.

Porque a rejeição é um motor de coisas grandes.

Quando nos vamos abaixo por sermos rejeitados, não é pelo momento em si que experimentamos isso, mas antes o “estado de alma” em que estamos e, por vezes, não nos damos conta disso.

A rejeição significa tanta coisa. Mas a mais importante é “fiz alguma coisa e posso sempre melhorar”.

Quem nada faz, não é rejeitado porque nada dá ao mundo que valha a pena rejeitar.

Sentir-se rejeitado é cair, mas depois levantamo-nos e continuamos em frente. Pois, mais importante do que as vezes em que caímos são as que nos levantamos.

Quem não é rejeitado pode cair no risco de pensar que pouco tem a melhorar, e se assim é fico feliz, mas triste também porque aprendemos tanto quando falhamos naquilo que fazemos. Uma das máximas da minha vida é “melhorar sempre”. Mas como é possível vivê-la, sem viver a rejeição?

No meu caso, como Cristão, não posso senão pensar no momento em que Jesus foi rejeitado, escarnecido, cuspido, humilhado, ferido pelos homens, e… abandonado. Por quem? Pelo Pai. Por Deus. Que paradoxo! Ele que era Deus é abandonado (rejeitado) por Si mesmo. Mas com isso dá ao mundo uma esperança tremenda de que não há rejeição que não possa ser identificada com Ele. Assim, quando sou rejeitado, essa rejeição é um ícone deste Jesus Abandonado. O que fazer perante Ele? Amar e continuar a fazer o que gostamos por amor.

A resiliência de quem sonha é a chave para superar a resistência em continuar a melhorar por se ter sido rejeitado.

Alguma vez foste rejeitado?

Ainda bem. Quer dizer que fazes alguma coisa e tens aí uma oportunidade de melhorar. Por isso, para todos os que ainda não leram os meus livros que ofereci, não se preocupem.

Eles contêm ideias que irão rejeitar.

Frases que irão rejeitar.

Gramática que irão rejeitar.

Mas ao rejeitá-las não estarão a rejeitar-me, mas pensem antes “ora aqui está muito espaço que ele tem para melhorar” e partilhem a vossa opinião, sem receio de serem rejeitados por mim ou pelos outros que a lêem. E se o forem, ainda bem, ora aí está uma oportunidade para melhorar 😉

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