Paradoxos

Esta frase do livro “Paciência com Deus” de Tomáš Halík recorda-me o que há dias afirmava numa troca de comentários com um amigo ateu. Pedia ele:

“Dá-me um exemplo de conhecimento teológico, de algo que sabemos, eu e tu, ser verdade pelo método da teologia.”

Ao que o respondi:

«A experiência religiosa vive de paradoxos. 
A justificar o exemplo, uma frase de Orígenes para pensares: “Deus permitiu inconsistências na Bíblia para nos mostrar que não podemos assentar numa interpretação literal da Escritura, mas devemos procurar sempre o seu significado mais profundo”»

O paradoxo na experiência de vida que provém da fé desinstala o crente, abre a sua mente, e instala a curiosidade em querer perceber o que vive, vivendo para melhor perceber. O paradoxo causa surpresa, experimenta-se como possibilidade do novo, e ensina-nos a ver para além do visível. O facto da lógica de Deus ser diferente da humana, infinitamente profunda no seu significado, dá-nos a esperança de que podemos saber sempre mais e melhor. 

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