Pelo Átrio dos Gentios (diz que é uma espécie de LiveBlog…)

As pessoas começam por entrar na sala ao som de uma música serena e clássica.

Estão presentes diversas personalidades. Isabel Varanda inicia o Átrio dos Gentios.

Segue um momento musical. Afina-se os instrumentos. Música, beleza, harmonia com Rui Massena (que foi buscar as partituras … Será que as encontra? Já está!)
Fantástico! A música é uma linguagem excelente que une crentes e não-crentes.
O diálogo entre crentes e não-crentes deveria ser como a música … Harmonioso. 
D. Jorge Ortiga
A economia sobrepôs-se à dignidade da vida humana.
O valor da vida congrega-nos.
O método: o diálogo.
Crentes, ateus e filósofos têm um ponto comum, o valor da vida humana.
Na arena do diálogo, todos são vencedores.
A Igreja deseja sair dos seus muros.
O Átrio dos Gentios representa uma esperança saudável para o povo português.
Bento XVI enviou uma mensagem especial para este evento.
A Vice-reitora da Universidade do Minho faz uma bela reflexão sobre o lugar da universidade neste diálogo. Essencial para a cultura e a sociedade.

D. Carlos Azevedo. Sou um não-crente muito Cristão. (palavras de um filósofo que se concretizam hoje). O AG é um espaço de pessoas que não renuncia à inquietude. Espaço de liberdade, pluralidade, explorar vias de busca da felicidade de forma inteligente. O centro da temática na vida reflecte um sentido humanistico comum. Juntos na busca de uma vida menos farta, mas solidária.
Maria João Avillez faz a apresentação de Marcelo Rebelo de Sousa, salientando o lado menos “vendável”, mas talvez o mais importante: a relação entre o homem e Deus.

Marcelo Rebelo de Sousa traça a história de Portugal, de modo a encontrar o “modo de ser português”. Recordo-me apenas de uma coisa: nomes. Muitos nomes de portugueses que fizeram cultura e informaram com o seu pensamento uma parte do modo de ser português. A outra parte são todos os adjetivos simples que nos caracterizam e onde todos nos encontramos. Um povo cuja cultura não é somente feita de nomes, mas de povo.

Às 21h30, recomeça …
… com Maria João Avillez a apresentar João Lobo Antunes, que encara a medicina como um “sacerdócio”.

João Lobo Antunes é brilhante. Mas pergunto-me … Onde estão os não-crentes do ponto de vista das intervenções?

A nossa singularidade é, ela mesma, razão de dignidade. A minha dignidade é realizável na dignidade do outro.

Maria João Avillez apresenta o Cardeal Gianfranco Ravasi.

A ética é a história da minha inquietude (Lobo Antunes citado por Ravasi). Refere Pascal que reconhece o ser humano como um nada que é tudo, e um tudo que nada é. Tínhamos em mente os relatos da Criação. Três elementos. 

O rosto. Ir para além das palavras e encontrar o silêncio de dois olhares que se cruzam, como dois namorados que esgotando as palavras para se exprimirem plenamente no silêncio, num diálogo de rostos.

A relação. 

Procuramos.

A hominização completa-se quando encontro o outro. A vida tem necessidade de relação. Querem outra palavra? Amor. Dito em infinitos tons.

O homem é capaz de amor, de amar. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo seus amigos. (Impressão: temos de crescer em Portugal no nosso discurso cultural. Atingir esta profundidade, com a mesma simplicidade. A maior parte dos discursos foi eloquentes, mas faltou-lhes simplicidade)

O ser humano é grandeza e miséria. Não é apenas o infinito que nos olha, também nós olhamos para o infinito.

Celebremos a racionalidade. Porquê? A fé leva-nos a investigar. E investigar cansa. Porque o elemento fundamental da mente é a dúvida. A pergunta. Pois, respostas todos as dão, má para formular as questões é preciso um génio (Oscar Wilse)

Palavra final: verdade.

A verdade precede-nos e supera-nos. E faz-nos livres. 

Termina com Gandhi. Brilhante!

Silêncio é – a partir da língua grega – a base da palavra mistério. Logo, no vértice da fé está o silêncio. (Ideia interessante do ponto de vista dos não – crentes). Deus é voz subtil silenciosa. (Ausência? Não. Silêncio.)

Alguém pergunta se a fonte das crises é o excesso de ruído e falta de silêncio. Diz um provérbio judaico. O sábio sabe o que diz, o estúpido diz o que sabe.

Termina este dia cultural.

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