O problema DSM …


Sem dor não nos tornaremos insensíveis?

Sem sofrimento não nos tornaremos mimados?
Sem morte poderá haver criatividade na vida?
Se a dor nos torna sensíveis,
Se o sofrimento nos torna maduros,
Se a morte nos dá um novo olhar sobre a vida,
o que é, efectivamente, um mal natural?
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17 thoughts on “O problema DSM …

  1. É poder ajudar e preferir ferir…
    É poder acalmar e preferir infligir…
    É poder salvar e preferir matar…

    É saber a verdade e preferir enganar…
    É saber e omitir…
    É dizer que se é e não poder demonstrar que se é…
    É “colocar um jugo suave” para dominar…
    É dizer que se dá só para poder tirar…

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  2. O mal moral também faz parte da natureza…

    Se quer apenas o mal das catástrofes da natureza…

    imagine que fica soterrado durante 7 dias sem se poder mexer, com dificuldades a respirar, sem comer e sem beber.

    imagine que todos os seus conhecidos ficam desaparecidos e como mais ninguém os conhece ficam como tantas almas, oblívias…

    Imagine que tem o projecto para a energia livre e gratuita para todos e morre… será criatividade ou perda? Seria a prova de Fermat mais bonita e simples?

    Mas uma coisa é verdade, para os que sobrevivem e mantêm o Status quo não há mal natural…

    Cumprimentos,

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  3. Claro que não.

    O mesmo se passa se um animal, por exemplo, um cão, ficar soterrado, afogado…

    O fim do valor mais alto, a vida do ser em particular.

    No entanto a natureza continua, com ou sem seres humanos, com ou sem este planeta…

    Afinal a única memória de que um dia fomos, será o lixo que enviamos para o espaço…
    Sondas com a descrição do ser humano na sua forma mais essencial.

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  4. Caro Anónimo,

    compreendo que penses aquilo que te parece ser a “única memória” que de nós fica, mas eu penso que não será a única, ou que manifestámos ainda toda a nossa humanidade. Assento mais a visão do ser humano naquilo que “deve ser” com base no que foi, e é, que apenas naquilo que foi, ou é, e não deve ser.

    Abraço

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  5. Fica na conjectura de algo que não se manifesta… mas é possível…

    No entanto é uma certeza, o Sol não estável tem um tempo de vida…

    Falta conhecer melhor o nosso planeta… ainda não temos história de uma inversão polar… ainda não temos modelos para os sismos… ainda falta muito conhecimento…

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  6. Olá Miguel, segui o teu diálogo com o Krippahl no ktreta e gostaria de deixar aqui um abraço, subscrevendo integralmente a porção de ideias que ali exprimiste. Sendo licenciado em Física, sou tb veementemente teísta, considerando bastante pueris todos os argumentos e intervenções neo-ateístas. Acresce que julgo poder afirmar, por maioria de razão acumulada ao longo da minha experiência de vida, que Deus existe ou pelo menos que certos indivíduos da espécie humana possuem a faculdade de comungar de informação não-local, não-temporal, e de a interpretar racionalmente em prol dos seus desígnios. Isto não é tão marado quanto pode parecer… 🙂

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  7. Caro Anónimo,

    havendo uma equivalência entre matéria e energia, se te pergunto “seremos apenas matéria?” é equivalente a perguntar “seremos apenas uma relação entre matéria e energia?”

    Do ponto de vista de reflexão de antropologia filosófica que tenho procurado aprofundar, nós somos mais relacionais que racionais, por isso, afirmar que somos “relação entre matéria e energia” vai de encontro ao que penso também, isto é, que somos-relação. Porém, eu penso que a “relação entre matéria e energia” não esgota o que somos quando afirmamos existir.

    Abraço

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