Deus e o Acaso

Recentemente a Alêtheia publicou um livro do Cardeal Schönborn que em inglês se intitula “Chance or Purpose?“, enquanto em português ficou “Acaso ou Vontade de Deus?“, sendo o original “Ziel oder Zufall?” cuja tradução se aproxima mais da inglesa que da portuguesa. Pessoalmente louvo o espantoso trabalho da Alêtheia em trazer para o mercado bibliográfico português livros interessantes sobre as temáticas de ciência e fé, mas não se deve confundir “finalidade” com “Vontade de Deus” que é mais do que a primeira, podendo incluir o próprio “acaso”.

Nesse sentido recomendo este livro de David Bartholomew disponível on-line: God of Chance.
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3 thoughts on “Deus e o Acaso

  1. é fraco
    basear um pequeno acontecimento num pequeno planeta com todo um universo?
    até podemosd pensar num principio auto-organizador local mas um deus pressupõe muito mais que simples fenómenos de auto-organização biológica
    a vida é apenas um pequeno fenómeno, estranho e pelas nossas capacidades dificilmente explicável
    mas istoThis is that chance has to be seen as within the Providence of God. It is not something which requires the abolition of theism nor is it an illusion. We increasingly use chance as a tool in scientific work and it would surely be surprising if God had not got there before us. é completamente estúpido não diria científico, de divulgação pseufdo-cientifica talvez mescrig

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  2. lamento mas os seus comentários levavam-me a esperar mais consistência
    por exemplo:
    “instrumental e o intrínseco. Quando a natureza tem para nós um valor instrumental, como diria Francis Bacon (1571-1626), “A natureza recebe ordens do homem e trabalha sob sua autoridade”, logo, torna-se um objecto nas mãos do ser humano a usar e abusar, cujo o resultado é evidente: a crise ecológica- crise ecológica é algo que não existe, existem crises para algumas espécies e esta poderá afectar o homem e alguns ecossistemas
    haverá reequilíbrios como já os houve em catástrofes maiores a última das quais uma muito pequenina acabou ? há 12000 anos

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  3. Caro asmodeux,

    o universo é vasto, mas nele a vida pode ser um pequeno “grande” fenómeno, para isso bastando pensar na capacidade de pensar o universo, de ter consciência de si mesmo e do que está à sua volta. Por outro lado, os incrementos de complexidade na estrutura do próprio universo não se dão nas escalas grandes, mas precisamente as pequenas. Repare:
    – a matéria é um a pequena parte relativamente à radiação de fundo;
    – os outros 90 elementos uma pequena parte relativamente ao hidrogénio e ao hélio ;
    – as moléculas uma pequena parte relativamente da quantidade imensa de átomos;
    – as macromoléculas relativamente às moléculas;
    – as células procariotas relativamente às macromoléculas;
    – as células eucariotas relativamente às procariotas;
    – e assim sucessivamente passando por organismos multicelulares, vertebrados, mamíferos até chegar aos humanos.

    Como pode a consciência de algo tão grande, belo e profundo como é este universo vir de tão pouco? Por acaso? Ou se é Criação de Deus porque estaria o acaso excluído dessa? O que Bartholomew diz é que o acaso é hoje usado em muitos campos da ciência (é o facto, pois uso bastante essa noção no meu trabalho), logo porquê não pensar que de tão essencial que é Deus o exclua?

    Nada disto é pseudo-ciência, mas uma reflexão filosófica que tem algum mérito. É importante estar consciente que será através do discurso filosófico que realidades científicas e teológicas interagem e se unem na distinção.

    Quanto à consistência dos meus comentários sobre a crise ecológica, não é novidade que o antropocentrismo Baconiano dê consistência ao argumento. Algo reconhecido pela comunidade científica há muito tempo, bem como pela comunidade religiosa. Mas isso não quer dizer que uma crise não seja oportunidade! Se quiser ler, escrevi mais sobre isso aqui.

    Por fim … terá sido o asmodeux que clicou em “não me pôs a pensar”? É que se assim tivesse sido, seria a antítese da bela atitude de deixar um comentário neste post que muito agradeço 🙂

    É que neste blog “não me pôs a pensar” não quer dizer “não concordo” 😉

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